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Aracaju
Aracaju, Brazil

Estudo CBR para Projeto Viário em Aracaju: Capacidade de Suporte do Subleito

A duplicação da Rodovia dos Náufragos, na zona sul de Aracaju, exigiu uma investigação geotécnica detalhada dos solos de restinga que margeiam o litoral. Durante a fase de projeto, a equipe de campo executou sondagens em pontos estratégicos para coleta de amostras indeformadas do subleito, onde a presença de areias quartzosas finas e lençol freático elevado, típico da planície costeira sergipana, demandava uma avaliação precisa da capacidade de suporte. O ensaio CBR, realizado conforme os procedimentos do DNER, permitiu definir a resistência à penetração em condições críticas de saturação, simulando o comportamento do pavimento após chuvas intensas. Para obras de terraplenagem em áreas de tabuleiro, como nas expansões viárias da zona oeste, a correlação com a granulometria é fundamental para identificar a fração de finos lateríticos que influencia diretamente a expansibilidade e o índice de suporte. A interpretação dos resultados, combinada com o controle de compactação via ensaios Proctor, assegura que as camadas de aterro atinjam a densidade máxima seca especificada no memorial descritivo.

Em solos de restinga com lençol freático a menos de 1,5 m de profundidade, o CBR de imersão cai até 40% em relação ao ensaio seco — um dado que redefine o dimensionamento do pavimento.

Características do serviço em Aracaju

Os sedimentos da Formação Barreiras, que predominam nos bairros de Aracaju como Farolândia e Jardins, apresentam comportamento geotécnico heterogêneo: intercalações de areias argilosas com níveis concrecionários ferruginosos que alteram significativamente a resposta ao ensaio de penetração. O procedimento segue a norma DNER-ME 049/94, que estabelece a compactação do corpo de prova na energia indicada pelo projetista — geralmente Proctor Intermediário ou Modificado — seguida de imersão em água por quatro dias para simular as condições mais desfavoráveis de serviço. A expansão medida durante a saturação é um parâmetro crítico em solos da região, pois as argilas dos vales dos rios Poxim e Sergipe podem apresentar variação volumétrica superior a 2%, comprometendo a integridade do revestimento asfáltico. O ensaio de CBR isolado não basta: a caracterização completa exige o ensaio CPT para mapear a estratigrafia contínua em terrenos aluvionares, onde lentes de argila mole exigem soluções de reforço do subleito. A correlação entre o índice de suporte Califórnia e a classificação MCT, frequentemente empregada em projetos do DNIT, permite otimizar a seleção de jazidas de empréstimo laterítico na Grande Aracaju.
Estudo CBR para Projeto Viário em Aracaju: Capacidade de Suporte do Subleito
Estudo CBR para Projeto Viário em Aracaju: Capacidade de Suporte do Subleito
ParâmetroValor típico
Norma de referênciaDNER-ME 049/94 e ABNT NBR 9895:2016
Energia de compactaçãoProctor Normal, Intermediário ou Modificado conforme projeto
Diâmetro do corpo de prova152,4 mm (moldes CBR padrão)
Período de imersão96 horas (4 dias) com sobrecarga padrão de 4,5 kg
Velocidade de penetração1,27 mm/min (prensa com anel dinamométrico calibrado)
Índices de suporte típicos na regiãoSubleito natural: 3-8% CBR; reforço de jazida laterítica: 15-25% CBR
Medição de expansãoExtensômetro com resolução de 0,01 mm durante toda a imersão

Desafios técnicos típicos em Aracaju

A NBR 9895:2016 estabelece que o número mínimo de ensaios CBR por segmento homogêneo deve ser estatisticamente representativo, mas em Aracaju a variabilidade lateral dos depósitos flúvio-marinhos impõe uma densidade de amostragem frequentemente superior à recomendada para regiões de geologia mais uniforme. O risco de subdimensionamento do pavimento em áreas de manguezal aterrado — situação comum em bairros como Coroa do Meio — está diretamente ligado à subestimação da expansão de argilas orgânicas saturadas. Quando o projeto ignora a necessidade de colunas de brita em aterros sobre solos moles com CBR inferior a 2%, as deformações permanentes aparecem nos primeiros ciclos de carga pesada. A experiência em obras no Distrito Industrial de Aracaju mostra que a execução do CBR deve ser acompanhada de sondagens SPT para identificar a espessura real da crosta laterítica sobrejacente, pois a presença de um horizonte concrecionário descontínuo pode mascarar a baixa capacidade de suporte das camadas subjacentes durante a cravação do amostrador.

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Normas aplicáveis: DNER-ME 049/94 — Solos: determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas, ABNT NBR 9895:2016 — Solo: índice de suporte Califórnia (ISC): método de ensaio, DNIT 172/2016 — ES — Solos: determinação do Índice de Suporte Califórnia com energias de compactação Intermediária e Modificada, ABNT NBR 9895 — Standard Test Method for California Bearing Ratio (CBR) of Laboratory-Compacted Soils

Nossos serviços

O programa de investigação geotécnica para pavimentos em Aracaju integra ensaios de campo e laboratório, executados com prensas calibradas e rastreabilidade metrológica conforme os requisitos da ISO/IEC 17025. Cada serviço é dimensionado para o porte da obra, desde vias locais em loteamentos até corredores de BRT com tráfego pesado.

Ensaio CBR de laboratório com imersão

Compactação do solo na energia especificada e determinação do índice de suporte Califórnia após saturação de 96 horas. Inclui curva de compactação, medição de expansão e curva pressão-penetração com três pontos de verificação por corpo de prova.

CBR in situ com penetrômetro dinâmico

Avaliação direta da capacidade de suporte do subleito compactado na própria pista, sem necessidade de extração de amostras. Ideal para controle tecnológico de camadas de reforço e verificação da homogeneidade da plataforma antes da imprimação.

Dimensionamento de pavimento com método DNER

A partir dos resultados de CBR de subleito e jazidas, elaboramos o dimensionamento estrutural do pavimento flexível conforme o método do DNER, definindo espessuras de reforço, base, sub-base e revestimento para o número N de operações do eixo-padrão.

Perguntas frequentes

Qual o valor do ensaio CBR para projeto viário em Aracaju?
Quantos pontos de ensaio CBR são necessários para um projeto de pavimentação asfáltica?

O manual de pavimentação do DNIT recomenda no mínimo um ensaio a cada 100-200 metros lineares por faixa de tráfego, mas em Aracaju a transição entre solos de tabuleiro e planície costeira exige uma densidade maior: adotamos um ponto a cada 80-100 metros nos segmentos onde o perfil geotécnico muda, garantindo a representatividade estatística do valor de CBR de projeto.

O ensaio CBR é suficiente para dimensionar o pavimento em solos expansivos?

O CBR fornece o índice de suporte e a expansão do solo saturado, mas em argilas expansivas da região do baixo São Francisco é indispensável complementar com os limites de Atterberg e a classificação MCT. A expansão medida no CBR, se superior a 2%, sinaliza a necessidade de substituição do subleito ou estabilização com cal, independentemente do valor de suporte obtido na ruptura.

Qual a diferença entre o CBR de laboratório e o CBR in situ?

O CBR de laboratório é executado sobre corpos de prova compactados na energia de projeto e imersos por quatro dias, representando a condição mais desfavorável de saturação do pavimento. Já o CBR in situ, realizado com penetrômetro dinâmico diretamente sobre a camada compactada na obra, serve como controle tecnológico de execução e não passa por imersão: seu valor é sempre superior ao de laboratório, e a correlação entre ambos depende do tipo de solo e da umidade de campo no momento do ensaio.

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